Acho que agora consegui colocar umas fotos. Por favor alguém me avisa se deu certo.
http://picasaweb.google.com/106264124435936950371/Portugal?authkey=Gv1sRgCLvnhfqUttGp_wE
jueves, 25 de noviembre de 2010
viernes, 19 de noviembre de 2010
Coupeinhaigen
É mais ou menos assim que se pronuncia a capital da Dinamarca. Cheguei lá semana passada com um medo danado do frio e daquela coisa bizarra que se chama dinamarquês. O impressionante de lá é perceber como um país pode ser tão pequeno, frio, estranho, e ao mesmo tempo encantador e desenvolvido. Nunca em toda minha vida aconteceu tanta coisa num espaço tão curto de tempo. Definitivamente o tempo passa diferente na gringa.
Quando abriu-se a porta do aeroporto, abri um sorriso maior que a porta com a vã expectativa que o Thiago e Marcella estariam me esperando. Mas ele fez jus ao seu apelido e chegou SÓ uma hora atrasado. O bom é que todo mundo fala inglês lá, e quanto digo todo mundo, é todo mundo mesmo! Enquanto esperava, comi a minha única boa refeição em três dias. Um sanduíche de camarão delicioso que entupi de curry. Daí, fui procurar alguma forma de ligar praquele Chacota mas meu cel não pegava lá. Dai, a porcaria do telefone público só funciona com as tais coroas dinamarquesas. O saco! Finalmente encontrei o frito lá no meio da multidão e ficamos esperando o xisto chegar.
Você pode viajar toda a Europa, pode ir para o Japão, Marte ou os lugares mais legais do mundo, mas não há NADA, NADA parecido com estar com as pessoas que ama. Isto sim faz toda a diferença numa viagem. Como foi bom reencontrar estes amigos. Xisto, Chacota e Marcellinha, obrigado pelo melhor final de semana que jamais vou ter aqui na Europa.
Mal cheguei na Europa e já conheço três países. Está sendo muito proveitosa a minha estadia. Fui pra Copenhagen para reencontrar os amigos e para participar da Sensation, uma mega festa com 30000 pessoas. Copenhagen é uma cidade muito parecida com qualquer cidade brasileira. Faz calor como na Bahia, tem tanto sol como Fortaleza, a comida é tão boa como a do centro de SP e as pessoas são tão exxxpertas como os cariocas. No metrô não existe catraca. Basta apenas comprar o bilhete e entrar. Fomos pro nosso albergue e de lá procurar uma tal calça branca pro Xisto. Só se pode ir de branco nesta festa. Mas as lojas fecham tipo 7 horas da noite lá. Se vocês conhecem o Chacota e o Xisto já devem saber que lá pras 7 a vodka e o whisky já dominavam o sangue dos brasileiros esparrando na tal da "maior rua do mundo de pedestres, onde não se passa carro".
Eu vou resumir as coisas pois ficaria dois dias pra escrever tudo. Depois de um "now you listen", a dona explicou como se vai pra Christiania. Ao que parece o lugar é uma vila hippie que não faz parte da UE. Eu nunca tinha ouvido falar deste lugar, mas adorei. Existem vários bares e barraquinhas vendendo produtos típicos de lá e tomamos algumas cervejas vendo uns africanos bulinar umas islandesas. Até tomamos uma cerveja com o Kurt Cobain. Local realmente peculiar: fomos reconhecidos como brasileiros por várias pessoas e na saída comemos algo que já não me lembro mais, mas fez voltar um pouco de glicose no sangue.
Da lá, fomos pegar um metrô e aí se passou o auge dooooown da viagem. Eu já expliquei que se pode pegar o metrô sem pagar, mas não, segundo o nosso AMIGÃO chacota, é de boa, dá pra brasileirar... que vergonha! Pagamos o bilhete mas esquecemos de mantê-lo conosco e tomamos uma dura da fiscal quando pediu os bilhetes. O bonitão tava lá todo todo com o passe dele e eu e Xisto ficamos lá igual cachorro molhado de cabeça baixa, ajudando a queimar o filme do Brasil no exterior.
Diz o inteirado que ia levar a gente pra "A Obra" de Copenhagen. Lá fomos prum lugar que mais parecida "A Sala". aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhh. Que maravilha. Deu para se divertir um pouco, claro, ainda mais com os tombos que levam estes camaradas. Como diz o Xisto, "nunca vi um dinamarquês em pé". Eles saem pra night em bicicletas que não precisam de cadeado pois ninguém mexe em nada. Ficam milhares de bicicletas na rua e qualquer um poderia pegar uma e dar no pé. O segundo momento tenso da noite foi eu procurando meu casaco na boite. Achei que ninguém roubava nada na Dinamarca. Saímos correndo pra fora da boite e lá estava um bêbado filho da mãe com o casado na mão. É difícil descrever a cena que segue e eu prefiro que pulem esta parte se não quiserem ler algo ruim. O doidão estava parado com a calça e a cueca abaixo da cintura (rabão de fora) e com o casaco na parte da frente se cobrindo. Não se se ele confundiu meu casaco com uma mulher ou se ele tava mijando escondido, mas que foi uma das coisas mais deprimentes foi. Até agora não tinha motivos pra gostar da Dinamarca. Voltando pra casa, comemos (mais uma vez a porcaria do park dog - só há isto para comer em Copenhagen) e fomos dormir.
Puxa, já escrevi tanto e ainda estamos na sexta as 5 da manhã. Quanto ao sábado, vou ser mais suscinto. Compramos a calça do Xisto que saiu baratinha e fomos descansar um pouco depois de comer num restaurante grego. Com aquele corpo de merda levantamos, tomamos banho e fomos para a festa, ou seja, passar frio na porta do estádio. Após alguns bons minutos de mau-humor, nosso amigão decidiu furar fila e conseguimos amassar os nossos quatro casacos no armarinho de 0,15 x 015 x 0,15cm.
Isto para passar frio em outra fila e finalmente entrar. Por favor, sempre que alguém dizer que as mulheres brasileiras têm má fama, peçam para falar comigo que eu vou contar pra vocês o que se passar em outros lugares menos conhecidos que o Rio de Janeiro...Não aceito a fama que as brasileiras têm! Pra finalizar, curtimos a festinha até mandarem a gente ir embora. Ligamos para alguns amigos pra deixá-los com vontade. Aí meus jovens, as 3 e alguma coisa da matina, com 30000 pessoas querendo a mesma coisa que você - voltar pra casa - já dá para imaginar como voltamos, né? A pé. Não precisou de mais do que 15 minutos das duas horas de caminhada para o mal humor pegar em cheio a Marcellinha. Deu dó de ver ela com o pezinho doendo. Mas como diz o Gui, poderia ser pior. imagina se chove. Dormimos bem (cansados), acordei e voltei pra Madrid.
Esta festa foi como um Universo Paralello. Viajamos, passamos muitos perrengues, ficamos exaustos e curtimos demasiadamente a festa, mas sobretudo, não deu vontade de ir embora. Em Copenhagen, se passa frio, se come mal, não se entende uma palavra do que o povo fala, mas se lá estiverem meus amigos, eu volto SEMPRE!
PS: vamos ver se este3 Chacota consegue agora perder as fotos. Assim que ele postar, eu mando o link
Quando abriu-se a porta do aeroporto, abri um sorriso maior que a porta com a vã expectativa que o Thiago e Marcella estariam me esperando. Mas ele fez jus ao seu apelido e chegou SÓ uma hora atrasado. O bom é que todo mundo fala inglês lá, e quanto digo todo mundo, é todo mundo mesmo! Enquanto esperava, comi a minha única boa refeição em três dias. Um sanduíche de camarão delicioso que entupi de curry. Daí, fui procurar alguma forma de ligar praquele Chacota mas meu cel não pegava lá. Dai, a porcaria do telefone público só funciona com as tais coroas dinamarquesas. O saco! Finalmente encontrei o frito lá no meio da multidão e ficamos esperando o xisto chegar.
Você pode viajar toda a Europa, pode ir para o Japão, Marte ou os lugares mais legais do mundo, mas não há NADA, NADA parecido com estar com as pessoas que ama. Isto sim faz toda a diferença numa viagem. Como foi bom reencontrar estes amigos. Xisto, Chacota e Marcellinha, obrigado pelo melhor final de semana que jamais vou ter aqui na Europa.
Mal cheguei na Europa e já conheço três países. Está sendo muito proveitosa a minha estadia. Fui pra Copenhagen para reencontrar os amigos e para participar da Sensation, uma mega festa com 30000 pessoas. Copenhagen é uma cidade muito parecida com qualquer cidade brasileira. Faz calor como na Bahia, tem tanto sol como Fortaleza, a comida é tão boa como a do centro de SP e as pessoas são tão exxxpertas como os cariocas. No metrô não existe catraca. Basta apenas comprar o bilhete e entrar. Fomos pro nosso albergue e de lá procurar uma tal calça branca pro Xisto. Só se pode ir de branco nesta festa. Mas as lojas fecham tipo 7 horas da noite lá. Se vocês conhecem o Chacota e o Xisto já devem saber que lá pras 7 a vodka e o whisky já dominavam o sangue dos brasileiros esparrando na tal da "maior rua do mundo de pedestres, onde não se passa carro".
Eu vou resumir as coisas pois ficaria dois dias pra escrever tudo. Depois de um "now you listen", a dona explicou como se vai pra Christiania. Ao que parece o lugar é uma vila hippie que não faz parte da UE. Eu nunca tinha ouvido falar deste lugar, mas adorei. Existem vários bares e barraquinhas vendendo produtos típicos de lá e tomamos algumas cervejas vendo uns africanos bulinar umas islandesas. Até tomamos uma cerveja com o Kurt Cobain. Local realmente peculiar: fomos reconhecidos como brasileiros por várias pessoas e na saída comemos algo que já não me lembro mais, mas fez voltar um pouco de glicose no sangue.
Da lá, fomos pegar um metrô e aí se passou o auge dooooown da viagem. Eu já expliquei que se pode pegar o metrô sem pagar, mas não, segundo o nosso AMIGÃO chacota, é de boa, dá pra brasileirar... que vergonha! Pagamos o bilhete mas esquecemos de mantê-lo conosco e tomamos uma dura da fiscal quando pediu os bilhetes. O bonitão tava lá todo todo com o passe dele e eu e Xisto ficamos lá igual cachorro molhado de cabeça baixa, ajudando a queimar o filme do Brasil no exterior.
Diz o inteirado que ia levar a gente pra "A Obra" de Copenhagen. Lá fomos prum lugar que mais parecida "A Sala". aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhh. Que maravilha. Deu para se divertir um pouco, claro, ainda mais com os tombos que levam estes camaradas. Como diz o Xisto, "nunca vi um dinamarquês em pé". Eles saem pra night em bicicletas que não precisam de cadeado pois ninguém mexe em nada. Ficam milhares de bicicletas na rua e qualquer um poderia pegar uma e dar no pé. O segundo momento tenso da noite foi eu procurando meu casaco na boite. Achei que ninguém roubava nada na Dinamarca. Saímos correndo pra fora da boite e lá estava um bêbado filho da mãe com o casado na mão. É difícil descrever a cena que segue e eu prefiro que pulem esta parte se não quiserem ler algo ruim. O doidão estava parado com a calça e a cueca abaixo da cintura (rabão de fora) e com o casaco na parte da frente se cobrindo. Não se se ele confundiu meu casaco com uma mulher ou se ele tava mijando escondido, mas que foi uma das coisas mais deprimentes foi. Até agora não tinha motivos pra gostar da Dinamarca. Voltando pra casa, comemos (mais uma vez a porcaria do park dog - só há isto para comer em Copenhagen) e fomos dormir.
Puxa, já escrevi tanto e ainda estamos na sexta as 5 da manhã. Quanto ao sábado, vou ser mais suscinto. Compramos a calça do Xisto que saiu baratinha e fomos descansar um pouco depois de comer num restaurante grego. Com aquele corpo de merda levantamos, tomamos banho e fomos para a festa, ou seja, passar frio na porta do estádio. Após alguns bons minutos de mau-humor, nosso amigão decidiu furar fila e conseguimos amassar os nossos quatro casacos no armarinho de 0,15 x 015 x 0,15cm.
Isto para passar frio em outra fila e finalmente entrar. Por favor, sempre que alguém dizer que as mulheres brasileiras têm má fama, peçam para falar comigo que eu vou contar pra vocês o que se passar em outros lugares menos conhecidos que o Rio de Janeiro...Não aceito a fama que as brasileiras têm! Pra finalizar, curtimos a festinha até mandarem a gente ir embora. Ligamos para alguns amigos pra deixá-los com vontade. Aí meus jovens, as 3 e alguma coisa da matina, com 30000 pessoas querendo a mesma coisa que você - voltar pra casa - já dá para imaginar como voltamos, né? A pé. Não precisou de mais do que 15 minutos das duas horas de caminhada para o mal humor pegar em cheio a Marcellinha. Deu dó de ver ela com o pezinho doendo. Mas como diz o Gui, poderia ser pior. imagina se chove. Dormimos bem (cansados), acordei e voltei pra Madrid.
Esta festa foi como um Universo Paralello. Viajamos, passamos muitos perrengues, ficamos exaustos e curtimos demasiadamente a festa, mas sobretudo, não deu vontade de ir embora. Em Copenhagen, se passa frio, se come mal, não se entende uma palavra do que o povo fala, mas se lá estiverem meus amigos, eu volto SEMPRE!
PS: vamos ver se este3 Chacota consegue agora perder as fotos. Assim que ele postar, eu mando o link
O trabalho no CSIC-CCMA
Vim para trabalhar no Centro de Ciencias Medioambientales que está alocado no Consejo Superio de Investigaciones Cientificas do Ministério da Ciência, Governo da Espanha. Graças à ajuda do Pires, consegui a bolsa de doutorado sanduíche com o projeto que escrevi. A ideia inicial era utilizar os dados que tenho coletado das Melastomataceae do campo rupestre e fazer todas as análises aqui no CCMA. O Fernando Valladares (meu orientador daqui) gostou do projeto e cá estou.
Já tinha em mente que precisaria da ajuda do Oscar Godoy (aluno de post-doc do Fernando) para me ajudar a conduzir as análises de contraste filogenético (PICs). No entanto, o Oscar está na Califórnia e estamos nos comunicando por email para ver como vai funcionar a coisa. Certamente pior e mais lentamente do que eu imaginava...
Assim, o Fernando me inseriu em um projeto paralelo. Vou fazendo as duas coisas ao mesmo tempo de forma que conduza minha tese e ao mesmo tempo aprenda algo de novidade para levar de volta ao Brasil. O projeto consiste em avaliar a eficiência do uso da água em quatro espécies dominantes da vegetação do Parque Nacional de Alto Tajo. Assim, estou trabalhando com isótopos estáveis, coisa que nunca trabalhei na vida. Estou começando a estudar sobre isto para me inteirar melhor do assunto e espero aprender rapidamente sobre isto.
O trabalho começou originalmente com o Davi e a Elena Granda (aluna do Fernando). Há uma parceria com o Prof. Antonio Delgado de Granada e possivelmente eu terei que ir lá mais uma vez. Assim que na próxima semana ficarei preparando as amostras de carbono e lá em Granada vou trabalhar com hidrogênio e oxigênio. Ainda não posso dizer muita coisa, pois estou perdido pegando o trabalho no meio do caminho e ainda não tenho muito bem a dimensão no que to me metendo.
Agradeço a todos os envolvidos pela minha participação no projeto e espero aprender direitinho esta técnica. Certamente já há grupos de pesquisa trabalhando com está técnica no Brasil. Se eu puder trazer esta novidade para o Brasil, especialmente para Minas Gerais, considero que o investimento feito pelo CNPq terá valido a pena.
Já tinha em mente que precisaria da ajuda do Oscar Godoy (aluno de post-doc do Fernando) para me ajudar a conduzir as análises de contraste filogenético (PICs). No entanto, o Oscar está na Califórnia e estamos nos comunicando por email para ver como vai funcionar a coisa. Certamente pior e mais lentamente do que eu imaginava...
Assim, o Fernando me inseriu em um projeto paralelo. Vou fazendo as duas coisas ao mesmo tempo de forma que conduza minha tese e ao mesmo tempo aprenda algo de novidade para levar de volta ao Brasil. O projeto consiste em avaliar a eficiência do uso da água em quatro espécies dominantes da vegetação do Parque Nacional de Alto Tajo. Assim, estou trabalhando com isótopos estáveis, coisa que nunca trabalhei na vida. Estou começando a estudar sobre isto para me inteirar melhor do assunto e espero aprender rapidamente sobre isto.
O trabalho começou originalmente com o Davi e a Elena Granda (aluna do Fernando). Há uma parceria com o Prof. Antonio Delgado de Granada e possivelmente eu terei que ir lá mais uma vez. Assim que na próxima semana ficarei preparando as amostras de carbono e lá em Granada vou trabalhar com hidrogênio e oxigênio. Ainda não posso dizer muita coisa, pois estou perdido pegando o trabalho no meio do caminho e ainda não tenho muito bem a dimensão no que to me metendo.
Agradeço a todos os envolvidos pela minha participação no projeto e espero aprender direitinho esta técnica. Certamente já há grupos de pesquisa trabalhando com está técnica no Brasil. Se eu puder trazer esta novidade para o Brasil, especialmente para Minas Gerais, considero que o investimento feito pelo CNPq terá valido a pena.
jueves, 18 de noviembre de 2010
Futebol e as Laranjas
Hoje foi um dia excelente, conheci as duas meninas da Estônia que não por coincidência estão aqui no Albergue. Uma delas me perguntou de onde eu era e quando disse que era brasileiro, ela disse: só podia mesmo, afinal, quem come laranja no café da manhã... Confesso que na hora fiquei puto e deu vontade de responder que tem quase 200milhões de pessoas que comem frutas e que uma laranja era melhor que enfiar a boca numa geleira para beber água. Mas depois, fiquei de boa e vi que era besteira isto, que não era ofensa nenhuma, mas quem tá fora do mundo é ela.
Trabalhei pela manhã no meu novo cantinho e a tarde fui comer com o Fernando e as duas estonianas. Comi um fettuttice com roquefort que a Lesinha ia adorar. Dai, voltei e fui olhar meu email. Lá tinha um email do Mauricio (um cabra colombiano que tá virando meu amigo) falando que a pachanga (pelada) era uma hora mais cedo. Fui correndo pro metrô e consegui chegar a tempo. Jogamos quase duas horas e não poderia dar outra coisa: perna direita estirada. To mancando feito um porco.
Já tenho uma turma de peladeiros, os biodiversos. São alunos da pós-graduação em Biodiversidade da Universidad Rey Juan Carlos (URJC) e me parcem muito legais.
Em tempo, to começando a concordar com o Vinícius. To até parecendo um cara popular. Terça fui ver a tese de doutorado da Andréa e encontro mais uma pessoa conhecida. A Sonia ficou super intrigada. As duas vezes que saiu comigo, uma pro INIA e a outra pra URJC eu encontrei conhecidos.
Trabalhei pela manhã no meu novo cantinho e a tarde fui comer com o Fernando e as duas estonianas. Comi um fettuttice com roquefort que a Lesinha ia adorar. Dai, voltei e fui olhar meu email. Lá tinha um email do Mauricio (um cabra colombiano que tá virando meu amigo) falando que a pachanga (pelada) era uma hora mais cedo. Fui correndo pro metrô e consegui chegar a tempo. Jogamos quase duas horas e não poderia dar outra coisa: perna direita estirada. To mancando feito um porco.
Já tenho uma turma de peladeiros, os biodiversos. São alunos da pós-graduação em Biodiversidade da Universidad Rey Juan Carlos (URJC) e me parcem muito legais.
Em tempo, to começando a concordar com o Vinícius. To até parecendo um cara popular. Terça fui ver a tese de doutorado da Andréa e encontro mais uma pessoa conhecida. A Sonia ficou super intrigada. As duas vezes que saiu comigo, uma pro INIA e a outra pra URJC eu encontrei conhecidos.
miércoles, 17 de noviembre de 2010
Bom, hoje o Davi foi embora. Ontem tomamos umas canas com as meninas do lab para sua despedida. Levei uma cachaca pro pessoal e parece que so eu e o Davia que gostamos, pois a garrafa permanece intacta.
Uma pena que se foi pois ele e um grande companheiro e conversavamos bastante (aunque en portugues). Bueno, no pasa nada. Como ainda nao consigo me expressar bem em espanhol, aproveito para ir hablando com este jovem tao peculiar. Alem de ser um cara super divertido, o Davia e daqueles sujeitos que te fazem sentir mal de tao inteligente. Conversamos sobre politica, geografia (cabeca do cachorro), linguas, historia, arte e quando da tempo sobre ecofisiologia de plantas. Na maior parte das vezes eu fico escutando ele falando pois como ja dizia o Rogerio Skylab, o que e que eu vou falar sobre as baleias?
Quero fazer um agradecimento publico ao Davia que me levou pra conhecer a Plaza Mayor, Mercado de San Miguel, Parque do Retiro, Palacio Real, Casa da Opera e etc...Agradeco tambem por toda ajuda com o funcionamento do lab, da cidade e de todas dicas cientificas. Realmente foi um prazer estar aqui com voce durante este pouco tempo e espero que tenha se divertido tambem. Tomara que voce nao pegue a minhe lerdeza heheh. Hoje o levei ao aeroporto e ja sinto saudades deste jovem. Parece que tem um ano que tamos juntos aqui. Me diziam que quando moramos fora do Brasil, o tempo passa de forma diferente e agora to comecando a acreditar nisto.
Quando fomos dar um role pela cidade, algo bem raro aconteceu. Muito cuidado ao andar perto da Praca do Sol pela noite. As titias aqui sao bem atrevidas e nao dizem apenas "vamos foyar guapo", como tambem dam uma apertadinha no saco da gente na maior cara durta. A policia do lado nao faz absolutamente nada, pois aqui a coisa e mais diferente dai. Bom, minha proxima saida a noite vai ser com minha maquina pois sao lindas as paisagens noturnas aqui. E o Parque do Retiro vai ser o local onde vou fazer as minhas caminhadas. Acho que mesmo se correr durante 4 horas nao dou conta de ir no local todo. E assustador de tao grande.
Aqui no lab as coisas sao muito curiosas. Ontem tinha um frances que ja foi embora, e hoje chegam duas estonianas. Diz o Fernando que querem ir num show de Flamenco e como eu tambem quero ir, me marcho con ellas. Ainda bem que o Davia me mostrou um lugar onde ir. Estou oficialmente convidado a participar de um projeto de eficiencia do uso da agua em 4 especies do Alto Tajo. Isto escrevo mais adiante...
Ta foda colocar as fotos. juro que ainda nao consegui, masn o fds vou tentar. Nao posso deixar voces sem ver estas belezuras daqui. No proximo post, comento tambem na fiiiiiiiiiiiiiiiina viagem pra Dinamarca.
Amanha vou jogar bola com o pessoal da Universidad Rey Juan Carlos. Doido demais. Mas ao contrario da bicha loira, nao vou estourar meu joelho!
Lele
PS1: todos j'a devem ter percebido que t^o sem acento
PS2: quanto `as respostas do blog, eu agrade'co, mas n~ao vou responder tudo porque ja tenho que olhar email e facebook, e pra mim no hace falta.
Uma pena que se foi pois ele e um grande companheiro e conversavamos bastante (aunque en portugues). Bueno, no pasa nada. Como ainda nao consigo me expressar bem em espanhol, aproveito para ir hablando com este jovem tao peculiar. Alem de ser um cara super divertido, o Davia e daqueles sujeitos que te fazem sentir mal de tao inteligente. Conversamos sobre politica, geografia (cabeca do cachorro), linguas, historia, arte e quando da tempo sobre ecofisiologia de plantas. Na maior parte das vezes eu fico escutando ele falando pois como ja dizia o Rogerio Skylab, o que e que eu vou falar sobre as baleias?
Quero fazer um agradecimento publico ao Davia que me levou pra conhecer a Plaza Mayor, Mercado de San Miguel, Parque do Retiro, Palacio Real, Casa da Opera e etc...Agradeco tambem por toda ajuda com o funcionamento do lab, da cidade e de todas dicas cientificas. Realmente foi um prazer estar aqui com voce durante este pouco tempo e espero que tenha se divertido tambem. Tomara que voce nao pegue a minhe lerdeza heheh. Hoje o levei ao aeroporto e ja sinto saudades deste jovem. Parece que tem um ano que tamos juntos aqui. Me diziam que quando moramos fora do Brasil, o tempo passa de forma diferente e agora to comecando a acreditar nisto.
Quando fomos dar um role pela cidade, algo bem raro aconteceu. Muito cuidado ao andar perto da Praca do Sol pela noite. As titias aqui sao bem atrevidas e nao dizem apenas "vamos foyar guapo", como tambem dam uma apertadinha no saco da gente na maior cara durta. A policia do lado nao faz absolutamente nada, pois aqui a coisa e mais diferente dai. Bom, minha proxima saida a noite vai ser com minha maquina pois sao lindas as paisagens noturnas aqui. E o Parque do Retiro vai ser o local onde vou fazer as minhas caminhadas. Acho que mesmo se correr durante 4 horas nao dou conta de ir no local todo. E assustador de tao grande.
Aqui no lab as coisas sao muito curiosas. Ontem tinha um frances que ja foi embora, e hoje chegam duas estonianas. Diz o Fernando que querem ir num show de Flamenco e como eu tambem quero ir, me marcho con ellas. Ainda bem que o Davia me mostrou um lugar onde ir. Estou oficialmente convidado a participar de um projeto de eficiencia do uso da agua em 4 especies do Alto Tajo. Isto escrevo mais adiante...
Ta foda colocar as fotos. juro que ainda nao consegui, masn o fds vou tentar. Nao posso deixar voces sem ver estas belezuras daqui. No proximo post, comento tambem na fiiiiiiiiiiiiiiiina viagem pra Dinamarca.
Amanha vou jogar bola com o pessoal da Universidad Rey Juan Carlos. Doido demais. Mas ao contrario da bicha loira, nao vou estourar meu joelho!
Lele
PS1: todos j'a devem ter percebido que t^o sem acento
PS2: quanto `as respostas do blog, eu agrade'co, mas n~ao vou responder tudo porque ja tenho que olhar email e facebook, e pra mim no hace falta.
lunes, 15 de noviembre de 2010
15 dias na Europa, poucos em Madrid
Este post deveria ter vindo antes do último, mas tudo bem.
Resolvi encontrar o Renan para nos sair no sábado a noite. Ficamos num bar tomando vinho e comendo bacalhau a 1 euro. Sim, UM euro. Depois de muito papearmos, mais evidências da pequinez deste mundo. Uma das meninas que ele conhece que mora aqui mora do lado lá de casa em BH e tem casa em Marataízes. Como se não bastasse, um mexicano que tá no curso do Renan conhece o Pablo Cuevas, nosso companheiro mexicano. Impressionante, mas ainda tem mais causos destes depois.
Assim, decidimos ir embora não muito tarde para não perdermos o metrô pois eu ia para Granada no dia seguintes. Brasileirei e perdi o busão pois cheguei atrasado na rodoviária. Consegui pegar um outro ônibus e lá tava eu na estrada enfrentando 5 horas de viagem em direcão ao sul da Espanha. Fui direto pra Alhambra pois o Davi lá estava me esperando.
Vou falar muito neste sujeito nos próximos posts. Conheci o Davi há mais de um ano atrás lá na UnB. Ele é aluno do Prof. Augusto Franco e me ajudou em algumas ideias quando eu e Marquito fomos para Brasília. Acabou que em fevereiro deste ano saiu a bolsa do sanduíche para ele vir pro mesmo laboratório que estou. Isto foi ótimo e apesar do pouco tempo que vamos passar juntos aqui, está sendo muito legal trocar ideia com ele (ainda que em português).
Fomos para o CCMA de Granada. O Fernando pediu que eu ajudasse o Davi com umas análises de uso de água das plantas aqui do Alto Tajo e lá fui eu cair no laboratório de Geoquímica de Isótopos Estáveis. Depois comento sobre isto, pois não sei se o Fernando vai querer me por neste projeto. Bom, resumindo o tempo que fiquei em Granada, a análise é fácil porém trabalhosa. Doía o corpo todo ficar repetindo uma tarefa robótica mil vezes. Precisava usar duas pinças (e obviamente duas mãos) para colocar 1mg de xilema de 4 espécies de plantas dentro de uma plaquinha de prata. Foi quando descobri que eu não era parte da espécie humana. Seres humanos têm duas mãos e dois pés, mas eu tinha uma mão e três pés. Minha mão direita era um desastre completo... E foi somente lá pra quarta que comecei a funcionar melhor. Assim que era algo próximo de uma lesma ou bicho preguiça... com três pés.
Bom, conhecemos a Alhambra e eu fico puto com a minha incapacidade de colocar as fotos na internet para vocês verem do que eu estou falando. Simplesmente maravilhoso e assustador. A única mágoa é a consciência de que nosso povo brasileiro não tem acesso a este tipo de atividade. Desejo que no futuro as pessoas possam ter mais oportunidades de vivenciar o mesmo que eu.
Resolvi encontrar o Renan para nos sair no sábado a noite. Ficamos num bar tomando vinho e comendo bacalhau a 1 euro. Sim, UM euro. Depois de muito papearmos, mais evidências da pequinez deste mundo. Uma das meninas que ele conhece que mora aqui mora do lado lá de casa em BH e tem casa em Marataízes. Como se não bastasse, um mexicano que tá no curso do Renan conhece o Pablo Cuevas, nosso companheiro mexicano. Impressionante, mas ainda tem mais causos destes depois.
Assim, decidimos ir embora não muito tarde para não perdermos o metrô pois eu ia para Granada no dia seguintes. Brasileirei e perdi o busão pois cheguei atrasado na rodoviária. Consegui pegar um outro ônibus e lá tava eu na estrada enfrentando 5 horas de viagem em direcão ao sul da Espanha. Fui direto pra Alhambra pois o Davi lá estava me esperando.
Vou falar muito neste sujeito nos próximos posts. Conheci o Davi há mais de um ano atrás lá na UnB. Ele é aluno do Prof. Augusto Franco e me ajudou em algumas ideias quando eu e Marquito fomos para Brasília. Acabou que em fevereiro deste ano saiu a bolsa do sanduíche para ele vir pro mesmo laboratório que estou. Isto foi ótimo e apesar do pouco tempo que vamos passar juntos aqui, está sendo muito legal trocar ideia com ele (ainda que em português).
Fomos para o CCMA de Granada. O Fernando pediu que eu ajudasse o Davi com umas análises de uso de água das plantas aqui do Alto Tajo e lá fui eu cair no laboratório de Geoquímica de Isótopos Estáveis. Depois comento sobre isto, pois não sei se o Fernando vai querer me por neste projeto. Bom, resumindo o tempo que fiquei em Granada, a análise é fácil porém trabalhosa. Doía o corpo todo ficar repetindo uma tarefa robótica mil vezes. Precisava usar duas pinças (e obviamente duas mãos) para colocar 1mg de xilema de 4 espécies de plantas dentro de uma plaquinha de prata. Foi quando descobri que eu não era parte da espécie humana. Seres humanos têm duas mãos e dois pés, mas eu tinha uma mão e três pés. Minha mão direita era um desastre completo... E foi somente lá pra quarta que comecei a funcionar melhor. Assim que era algo próximo de uma lesma ou bicho preguiça... com três pés.
Bom, conhecemos a Alhambra e eu fico puto com a minha incapacidade de colocar as fotos na internet para vocês verem do que eu estou falando. Simplesmente maravilhoso e assustador. A única mágoa é a consciência de que nosso povo brasileiro não tem acesso a este tipo de atividade. Desejo que no futuro as pessoas possam ter mais oportunidades de vivenciar o mesmo que eu.
lunes, 8 de noviembre de 2010
Una noche en Granada
Pois é, vou adiantar uma historinha e pular o que rolou sábado em Madrid e a viagem pra Granada. Hoje cedo fomos pro CSIC aqui de Granada. Putamadre, nem uma tesoura de poda decente existe no lab Acabei caindo no laboratório de Geoquímica de Iistótopos Estáveis, mas vou contar esta história depois. A tarde aconteceu o que eu mais temia, começou a chover.
Sai para jantar com o Davi e vi que realmente precisava compraru m paráguas. Eu sempre fui cabeça de vento de mais pra poder ter um e mantê-lo comigo. Já devo ter gastado um carro em grana comprando e perdendo guarda-chuvas até que na adolescência parei. No Brasil você toma chuva e logo em seguida vem o bafão quente e te seca rapidamente. Aqui é diferente, além de chover junto com o frio, somos dois a molhar. Uma coisa é molhar esta porcaria de napiê que cresce acima da minha testa, e outra bem diferente é o Godo ficar todo molhado. Não quero virar um roquefort ambulante e prefiro deixar ele seco para não acabar me transformando em uma placa de ágar. Comprei um paráguas e fui comer.
Entramos en la Cueva (a caverna) e logo pedimos um vinho da primeira qualidade. O Davi me ensina muito sobre comida e bebida aqui, mas o fudido me fez comer um monte de carne hoje. Já deixei de ser herbívoro e mandei pra dentro uma variedade enorme de jamónes. Tem pra todos os gostos. E os queijos também são possantes. Fico só lembrando do Juninho degustando isto aqui e tomando suas cervas. Voltando pra Madrid vamos tomar umas cervas eslovacas que o Benjamin (amigo do Davi) aplicou ele.
Enfim, comemos super bem, bebemos um vinho fino (que se explodam os vinhos chilenos) e pagamos 30 mangos pros dois. O Rei da Espanha se chamava Fernando e o atual também! To vivendo bem demais... Apesar de fritar na bancada pesando mg de xilema de carvalho e pinheiro, todo esforço compensa.
Depois conto a história de sábado e ontem. Já comprei os primeiros regalos. ?A quién regalaré primero?
BTW, Bacamarte és estupendo! Valeu pela dica Ney. Vou ficar ouvindo aqui enquanto leio mais umas páginas do meu livrito...
Buenas noches amigos
ASS: Rei de España
PS: a maior das viagens de hoje foi voltar pro albergue achando que hoje é sexta, enquanto é segunda na verdade. voltando tarde da noite depois de tomar vinho na segunda? Bienvenido a España cabrón
Sai para jantar com o Davi e vi que realmente precisava compraru m paráguas. Eu sempre fui cabeça de vento de mais pra poder ter um e mantê-lo comigo. Já devo ter gastado um carro em grana comprando e perdendo guarda-chuvas até que na adolescência parei. No Brasil você toma chuva e logo em seguida vem o bafão quente e te seca rapidamente. Aqui é diferente, além de chover junto com o frio, somos dois a molhar. Uma coisa é molhar esta porcaria de napiê que cresce acima da minha testa, e outra bem diferente é o Godo ficar todo molhado. Não quero virar um roquefort ambulante e prefiro deixar ele seco para não acabar me transformando em uma placa de ágar. Comprei um paráguas e fui comer.
Entramos en la Cueva (a caverna) e logo pedimos um vinho da primeira qualidade. O Davi me ensina muito sobre comida e bebida aqui, mas o fudido me fez comer um monte de carne hoje. Já deixei de ser herbívoro e mandei pra dentro uma variedade enorme de jamónes. Tem pra todos os gostos. E os queijos também são possantes. Fico só lembrando do Juninho degustando isto aqui e tomando suas cervas. Voltando pra Madrid vamos tomar umas cervas eslovacas que o Benjamin (amigo do Davi) aplicou ele.
Enfim, comemos super bem, bebemos um vinho fino (que se explodam os vinhos chilenos) e pagamos 30 mangos pros dois. O Rei da Espanha se chamava Fernando e o atual também! To vivendo bem demais... Apesar de fritar na bancada pesando mg de xilema de carvalho e pinheiro, todo esforço compensa.
Depois conto a história de sábado e ontem. Já comprei os primeiros regalos. ?A quién regalaré primero?
BTW, Bacamarte és estupendo! Valeu pela dica Ney. Vou ficar ouvindo aqui enquanto leio mais umas páginas do meu livrito...
Buenas noches amigos
ASS: Rei de España
PS: a maior das viagens de hoje foi voltar pro albergue achando que hoje é sexta, enquanto é segunda na verdade. voltando tarde da noite depois de tomar vinho na segunda? Bienvenido a España cabrón
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